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03/10/2014 | Tamanho da Letra A- A+

A atuação fonoaudiológica na doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma doença neurológica, ou seja, é caracterizada por uma degeneração do sistema nervoso central, que compromete os movimentos motores de uma pessoa. A causa é desconhecida, mas sabe-se que é uma doença progressiva e os primeiros sintomas característicos são: tremor, rigidez e bradicinesia, que caracteriza a lentidão anormal de movimentos. No Brasil, a incidência é de 700 casos a cada 100 mil habitantes com idade entre 60 e 69 anos por ano, dados citados do IBGE-CENSO 2000.

            Sendo a Fonoaudiologia, a ciência que atua na promoção, prevenção e reabilitação da linguagem oral e escrita, voz, audição, sistema miofuncional orofacial e disfagia, os profissionais desta área tornam-se capacitados para trabalhar com pacientes que possuem esta doença.

            Sabe-se que o Mal de Parkinson traz em seu quadro desordens na respiração, na articulação da fala, na mastigação, na deglutição e na produção de voz, com isso fica evidente que a terapia fonoaudiológica pode contribuir na melhoria da qualidade de vida do paciente.

            A proposta fonoaudiológica na doença de Parkinson visa o tratamento que utiliza exercícios de base, como exercícios articulatórios, fonatórios, respiratórios, massagem na região do rosto, pescoço e ombros, com o objetivo de melhorar a comunicação oral e deglutição destes sujeitos.

            O profissional Fonoaudiólogo, que trabalhará juntamente com uma equipe multidisciplinar, também poderá orientar o paciente a seguir com seus interesses intelectuais, como conversar, ler, cantar, pois assim estimulará ainda mais sua capacidade cognitiva.

Dicas de alimentação serão passadas ao paciente em conjunto com uma Nutricionista, para auxiliar no aspecto que diz respeito à dificuldade de deglutir. Além disso, junto com sua equipe dará suporte aos familiares no cuidado do paciente.

            Portanto, é indispensável que o Fonoaudiólogo esteja inserido na equipe de atenção ao paciente com Parkinson, já que esta especialidade garantirá que o sujeito mantenha por mais tempo as funções neurovegetativas (respiração, deglutição, mastigação e a comunicação) funcionando adequadamente por mais tempo.

 

ARTIGO

Acadêmica: Ana Carolina Reis Garcia,

4° período do Curso de Fonoaudiologia da Univali de Itajaí,

Orientação da Professora Juliana Câmara Bastos.