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20/12/2019 | Tamanho da Letra A- A+

Especial de Natal: Madrinhas da Apae se sensibilizam com ação anual

Projeto tem objetivo de levar a comunidade até a entidade, para conhecer os trabalhos e ter mais contato com as pessoas atendidas

 

Todos os anos, o Natal dos alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), de São João Batista, é ainda mais especial. Isto porque eles recebem a visita das madrinhas e padrinhos que contribuem com as festividades.

Para valorizar ainda mais a presença desses voluntários na entidade, a Apae inovou neste ano, e realizou uma festa durante três dias.

A diretora Kamily Peixer Gatis explica que as madrinhas e padrinhos são pessoas que se dispõem a apadrinhar os alunos da entidade e os presenteiam na festa de fim de ano. “O objetivo da ação, até conversando com os familiares, é encerrar o ano agradecendo a comunidade por toda ajuda, e mostrar nossa atuação, aquilo que fizemos enquanto instituição”, destaca.

Na entidade, uma listagem consta o nome de todas as pessoas que já foram madrinhas e padrinhos, e de interessados em participar. “Elencamos então o número de madrinhas e padrinhos e mandamos convite via WhatsApp. Em seguida, chamamos na Apae para fazer o sorteio”, conta.

Neste ano, uma linda árvore de Natal foi montada com as cartinhas dos afilhados solicitando o presente para os padrinhos. “Como essas pessoas veem até na Apae, elas conhecem um pouco da instituição, conhecem o afilhado, se interessam em saber mais sobre aquela deficiência e ficam mais próximos. Assim, acabam sendo porta-voz da Apae e sensibilizando ainda mais a comunidade”, informa Kamily.

Como houve uma crescente no número de atendimentos da entidade, com 93 pessoas neste ano, a entidade organizou uma forma diferente com o público adulto, dividindo em grupos. “Assim, cada um fez uma apresentação às madrinhas e padrinhos, o que deu mais oportunidade de entrosamento com as famílias e afilhados”, explica.

Há três anos como diretora da entidade, Kamily avalia a ação positivamente. “As pessoas que vêm são muito solidárias, se sensibilizam, querem continuar ajudando até durante o ano”, pontua.

 

Um presente especial

A advogada Nicolly Elicha Cordeiro Paulo Mazera, 36 anos, participou pela primeira vez neste ano da ação da Apae. Ela conta que uma amiga é quem havia tirado o afilhado Hiran, mas devido a um compromisso pediu para que fosse representada.

Juntas, as madrinhas pensaram no presente e Nicolly o levou para presentear o afilhado. “Eu desejava muito ser madrinha da Apae, muito mesmo. Fiquei feliz quando a Gaby lembrou de mim para representá-la. Eu fui sem saber o que esperar, eu já estava feliz só de comprar um presente para um amigo especial”, comenta.

Porém, ao ficar de frente com Hiran e entregar o presente, Nicolly jamais imaginou que era ela quem ganharia o presente e sairia tão feliz. “Nosso afilhado foi o Hiran. Ele é um menino de 13 anos, totalmente de bem com vida. Feliz. Esperto. Carinhoso. Você olha e ele está sempre sorrindo. Ele não fala, mas entende tudo muito bem. Ele está aprendendo libras, então fez muitas vezes o sinal de que tinha adorado os presentes”, conta.

Ela ressalta que a felicidade do menino era tanta, que nem precisava dizer nada, pois era visível. “O olhar dele para mim, os acenos que ele me deu de longe, os sorrisos, o carinho dele, eu nunca vou esquecer. Ele me abraçava para agradecer e a felicidade dele com algo tão simples inundou meu coração de alegria”, emociona-se.

Para ela, o que fez, juntamente com a amiga, foi algo muito pequeno perto do que Hiran fez por elas. “Eu sai de lá dizendo que serei amiga dele para sempre e ele fez sinal de positivo. Não bastasse tudo que aprendi, ainda ganhei um amigo”, afirma.

O convite para continuar sendo madrinha dos atendidos pela Apae partiu, desta vez, partiu da própria Nicolly. “Já compartilhei a minha experiência com várias amigas. Todo mundo deveria conhecer o trabalho grandioso que a Apae realiza”, indica.

 

De madrinha à membro da diretoria

A professora aposentada, Solange Terezinha Rachael da Costa, 65, não lembra-se exatamente há quanto tempo passou a ser madrinha na Apae. Porém, ela foi uma das primeiras a participar do projeto.

“Recebi o convite há alguns anos e acredito que surgiu desde o momento em que trabalhava na Escola de Educação Básica São João Batista, onde iniciou-se o projeto de inclusão social, no qual a escola receberia alunos da Apae para o ensino regular”, comenta.

Desde o primeiro contato com a causa, Solange se apaixonou, e permanece sendo madrinha até hoje. “Além de madrinha, recebi o convite para ser voluntária da instituição, e posteriormente, fazer parte da diretoria como sócia, com pequenas contribuições”, destaca.

Para ela, ser madrinha é muito gratificante, pois o amor dentro da Apae não falta por meio da diretoria e profissionais da educação que executam o trabalho pedagógico. “O trabalho é imensurável de tanta dedicação. Meu sentimento transborda ao olhar o sorriso e o carinho recebido. Tudo se resume em alegria com o Natal cheio de luz e paz”, frisa.


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